Saturday, June 1, 2013

CANTORA GUINEEENSE AMMY INJAI LANÇA PRIMEIRO DISCO EM BISSAU – com vídeo




 
FP – HB - Lusa
 
Bissau, 31 mai (Lusa) - A cantora guineense Ammy Injai apresentou hoje em Bissau o seu primeiro disco, "Willy Mansa", prometendo que em 2014 lançará um segundo trabalho que já tem na cabeça.
 
Natural da Guiné-Bissau mas a viver em Portugal, Ammy Injai escolheu o seu país natal para lançar o primeiro CD, com músicas em crioulo mas também em português e inglês.
 
"É um lançamento mundial na Guiné-Bissau", disse à imprensa, acrescentando que o disco, que já está a passar nas rádios, será formalmente apresentado em Portugal no mês de julho.
 
A cantora começou a interessar-se por música ainda jovem, participando em concursos escolares e cantando nos espaços de música ao vivo de Bissau, do soul ao reggae, da música latina à senegalesa.
 
Em Portugal, pela mão do produtor Juca Delgado, participou em concertos, até chegar aos 10 temas de "Willy Mansa".
 
Ainda que só hoje tenha sido apresentado, o disco já está a ter grande aceitação, disse Juca Delgado, exemplificando com os espetáculos já agendados para Espanha, Holanda, Alemanha e Luxemburgo.
 
Depois regressará à Guiné-Bissau para um concerto, disse Juca Delgado, adiantando: "Estamos a trabalhar para que Ammy Injai seja uma grande voz da Guiné-Bissau no mundo, não pretendemos atingir só o mercado lusófono mas queremos fazer chegar o português e o crioulo muito mais além".
 
A apresentação de Willy Mansa em Bissau foi por uma questão sentimental mas na verdade o mercado da África Ocidental também está nos planos do produtor.
 
Tudo a partir de Portugal, que, ao contrário da Guiné-Bissau, tem estruturas que permitem a Ammy Injai "chegar ao mundo", disse.
 
"Willy Mansa" é, nas palavras do produtor, um "disco de fusão, com sonoridades muito tradicionais mas também muito modernas, um disco do passado e do presente".


Cabo Verde: OS DESAFIOS DE ÁFRICA TRAÇADOS POR QUATRO ESTADISTAS

 

A Semana (cv)
 
Um continente, quatro visões sobre os seus desafios. A Biblioteca Nacional, na Praia, encheu-se completamente esta sexta-feira para ouvir António Mascarenhas Monteiro, Pedro Pires (está na África do Sul, mas enviou uma mensagem por escrito), Jorge Carlos Fonseca e José Ramos-Horta, quatro estadistas comprometidos com o desenvolvimento do continente africano. Enquanto o actual Chefe do Estado Cabo-verdiano diz que é preciso mudar o “círculo vicioso”, António Mascarenhas Monteiro entende que a CEDEAO não passou de um “rótulo” e Pedro Pires sugere a educação e formação como caminhos para se ultrapassar a atitude conformista. Já Ramos-Horta considera que a resolução dos conflitos deve passar pela vontade dos líderes locais, da sociedade e do país.
 
Na sala de conferência da Biblioteca Nacional completamente cheia de membros do Governo, deputados, corpo diplomático e organizações internacionais, empresários, professores e investigadores, membros das confissões religiosas, a primeira mensagem de Pedro Pires e lida pelo seu assessor Luís Lima. O ex-Presidente da República está na África do Sul, mas enviou uma mensagem por escrito, onde além de recordar o processo de libertação diz que os desafios são complexos. Para neutralizar as ameaças e ultrapassar a atitude conformista em África, Pires mostra os caminhos: aposta na educação e formação, mas também uma atitude pro-activa, capaz de ser produtor e inovador. Afinal, “o conhecimento é motor de desenvolvimento”, diz.
 
Já António Mascarenhas Monteiro, Presidente da República de Cabo Verde na década de 90, deu uma aula de história dos conflitos em África para falar do papel da CEDEAO na sua resolução. Entende que os esforços da organização em prol da paz na nossa sub-região têm sido bem sucedidos e evidentes, mas não deixa de tecer algumas críticas às actuações da ECOMOG em países com a Libéria, Serra Leoa, Costa do Marfim, onde a acção tem sido “bastante controversa”.
 
Por sua vez, o Presidente da República Jorge Carlos Fonseca considerou que é preciso “mudar o círculo vicioso” em África e que o desenvolvimento só será possível com a democracia e com lideranças capazes, fortes, credíveis e legitimados. Nesta conferência organizada pela Presidência da República no âmbito das comemorações dos 50 anos da União Africana, o Chefe do Estado Cabo-verdiano disse ainda que a disponibilização dos muitos recursos não deve ser para o interesse familiar, mas sim para o interesse da colectividade.
 
Nesta perspectiva, afirma que a União Africana deve ter um “papel primordial”, especialmente num contexto em que as perspectivas económicas para África são promissoras. “A Unidade Africana precisa de se assentar numa convergência de Estados regidos por constituições que se fundem na afirmação da dignidade da pessoa humana e promova de forma inequívoca o respeito pelas liberdades e garantias. Só Estados com tais bases dão garantias de uma UA com futuro”, desafia Jorge Carlos Fonseca.
 
Pouco mais de um mês depois, José Ramos-Horta regressou ao nosso país, desta vez para falar sobre o papel da ONU e os parceiros regionais nos desafios da paz e construção do Estado Democrático em África. Depois de elogiar os progressos de Cabo Verde após a independência, o ex-Presidente de Timor Leste afirmou que, não obstante as leis internacionais, a solução para os conflitos deve passar pela vontade dos líderes locais, da sociedade e do país. Ramos Horta deu ainda o exemplo de reconciliação entre Timor Leste e Indonésia, dois países que depois de muitos anos de conflito hoje vivem a melhor das relações.
 
RP
 

CABO VERDE CRIA BANCO ALIMENTAR CONTRA A FOME – com opinião PG

 

A Semana (cv)
 
A Fundação Donana em parceria com a Entrajuda de Portugal, a Rotary Club do Mindelo e a Liga das Associações Juvenis de Santa Catarina inaugura o Banco Alimentar Contra a Fome – Cabo Verde, o primeiro da África para lutar contra o desperdício recuperando excendentes para doar a quem tem carências alimentares.
 
Para dar corpo a esta iniciativa, a organização realiza uma campanha de recolha de alimentos durante o fim-de-semana, 01 e 02 de Junho nos estabelecimentos comerciais na cidade da Praia, em Assomada e na cidade do Mindelo.
 
Esta campanha decorre ao mesmo tempo que a Campanha do Banco Alimentar de Portugal, parceiro do Banco Alimentar de Cabo Verde e conta com cerca de 50 voluntários. Durante o fim-de-semana, seja solidário, “Alimente esta ideia” e contribua para esta grande causa!
 
SRR
 
CARIDADEZINHAS EM VEZ DE JUSTIÇA SOCIAL ENCOBREM EXPLORAÇÃO E ROUBOS
 
A exemplo de muitos outros países a caridadezinha hipocrita chega a Cabo Verde sob a forma de Banco Alimentar Contra a Fome – decerto que a Supico Pinto portuguesa mais conhecida por Isabel Jonet vai estar na primeira fila das "ajudas" e dos aplausos. Esta é a melhor forma, segundo julgam, de mascarar a humanidade que não têm e a noção de dignidade que pertence a todos os cidadãos do mundo mas que colaboram em negar-lhes.
 
Estas organizações de aparente razão caritativa são a mordaça de elites organizadas que deste modo pretendem mascarar e calar a fome, a exploração e os roubos que cometem contra os povos.
 
Temos assim que Cabo Verde vai enveredando a fundo pelas injustiças sociais. Todos os dias assim nos apercebemos através de notícias e falsos louvores de que é o país de África mais ocidentalizado. Leia-se que o que isso significa é que Cabo Verde é o país mais próximo da institucionalização do roubo de elites em que os eleitores votam por via do engano de promessas falsas que colocam nos lugares de poder político verdadeiros mercenários ao serviço dos lobies do capitalismo selvagem que domina o mundo. Veja-se o exemplo da Europa e da fome, desemprego e exploração que se julgava impossivel poder vir a existir há quatro ou cinco anos.
 
Atendendo a esta convicção, aqui manifestada em opinião, Cabo Verde está a entrar por péssimos caminhos e será conveniente que a sua população acorde porque a fome só existe por via da injustiça social que os políticos semeiam em troca de mordomias que lhes permitem usufruir de bens terrenos e de fortunas que mais não são que produtos dos roubos que cometem. (BG – Redação PG))
 

Portugal: PESCADINHA DE RABO NA BOCA

 

Tiago Mota Saraiva – Jornal i, opinião
 
Vítor Gaspar tem estado hiperactivo em declarações mediáticas. Numa conferência de imprensa classificou como “deselegante” uma pergunta de um jornalista e na sequência da declaração do deputado Miguel Tiago de que as suas políticas traíam a pátria indignou-se pelos termos da acusação exactamente no mesmo dia em que, num almoço de empresários, pedia comiseração pelas suas duas últimas semanas de benfiquismo.
 
Entre os pingos da chuva passou uma declaração em que Gaspar diz que o Memorando de entendimento foi mal negociado. Mas será que Gaspar está a falar do Memorando que Catroga negociou e que disse ter sido “essencialmente influenciado pelo PSD”? Então por que razão é que este governo indica maus negociadores para lugares de destaque na EDP? E Gaspar prosseguiu responsabilizando o anterior governo. Mas quem é que teve responsabilidades políticas na negociação que nos arruína? Sócrates, o actual comentador de uma RTP cada vez mais instrumentalizada por este governo? Teixeira dos Santos, o homem que o governo parece querer indicar para a administração da CGD? Luís Amado, o administrador do BANIF em que abundam dinheiros públicos? E Passos Coelho já não declara que o Memorando é o seu programa político?
 
O problema do país não está exclusivamente no Memorando, mas no sistema que implica a sua ruína. Qual pescadinha de rabo na boca, um reduzido número de actores espalhado por três partidos (PS, PSD e CDS) vai-se digladiando fingindo divergências, mas o que é certo é que qualquer governo que não rompa com as oligarquias que nos dominam estará a arruinar o país. Quanto mais tempo demorar essa ruptura, mais difícil será sair do buraco em que nos têm afundado.
 
Hoje, por toda a Europa, milhões de pessoas sairão à rua sob o mote: “Povos unidos contra a troika”. O crescimento e o alargamento da resistência é a única forma de se derrotar o medo e a miséria.
 
Escreve ao sábado
 

Portugal: GOVERNO QUER ACABAR COM CONTROLO DA QUALIDADE DO AR INTERIOR

 

Carla Tomás - Expresso
 
Especialistas nacionais denunciam o "retrocesso" que está em cima da mesa. O Governo quer acabar com a lei que obriga à certificação e ao controlo da qualidade do ar dentro dos edifícios de serviços públicos e privados, como escritórios, centro comerciais, hotéis ou escolas.

Dentro de espaços fechados, onde as pessoas passam dois terços do tempo - a viver, trabalhar, a adquirir bens e serviços ou em lazer - a concentração de poluentes chega a ser 20 vezes superior à existente no exterior.
Mas o Governo pretende aprovar um diploma que elimina a certificação e controlo da qualidade do ar nos edifícios, remetendo estas questões para "futuras portarias". O lema parece ser 'quando não se aplica a lei, elimina-se a lei'.
 
 

“POVOS UNIDOS CONTRA A TROIKA” SAI HOJE À RUA

 

 
Manifestação realiza-se em 102 cidades europeias de 18 países
 
Lisboa, Porto, Aveiro, Beja, Guimarães, Setúbal e Vila Real são algumas das 18 cidades portuguesas que aderiram ao protesto europeu do movimento ‘Povos Unidos contra a troika’ que se realiza este sábado.
 
Realizada em 102 cidades europeias de 18 países, todos intervencionados pela troika - Banco Central Europeu, Comissão Europeia e Fundo Monetário Internacional -, a manifestação visa contestar as políticas erradas que se têm desenvolvido nos países onde tem intervindo.
 
Em Lisboa, a manifestação, que sai de Entrecampos com destino à Alameda, irá parar na Avenida da República frente às instalações do Fundo Monetário Internacional (FMI), como forma de protesto pelas políticas de austeridade defendidas para Portugal por esta instituição internacional.
 
A Plataforma 15 de Outubro e outros movimentos sociais também se vão juntar à manifestação explicando que o protesto "será um repúdio dos povos às políticas da troika e dos seus subjugados governos nacionais.
 
Para a Plataforma, "no caso de Portugal, o Governo de Passos e Portas obedece piamente às imposições da troika continuando a implementar duras medidas de austeridade que só trarão mais desemprego, recessão, miséria e fome.
 
"São medidas que farão os trabalhadores regredir mais de 100 anos na sua qualidade de vida, tudo para fazer lucrar cada vez mais", critica.
 
Também a Associação José Afonso se mostrou solidária com a iniciativa, por considerar que continua a ser necessário "criar desassossego", como José Afonso disse numa entrevista em 1985, refere um comunicado assinado pelo dirigente da associação, Francisco Fanhais.
 
Ao protesto, e segundo a organização, já se juntaram mais de 100 localidades em 12 países da Europa (Portugal, Espanha, França, Itália, Grécia, Croácia, Suíça, Áustria, Alemanha, Reino Unido, Irlanda e Holanda).
 
"Desta vez não será apenas Portugal a sair à rua, serão todos os povos da Europa a manifestar-se contra a receita da austeridade, a favor de que sejam os povos a decidirem as suas vidas", lê-se num comunicada do movimento ‘Que se lixe a Troika’.
 
O linguista e a escritora norte-americanos Noam Chomsky e Susan George, o realizador britânico Ken Loach e a jornalista espanhola Pilar del Río contam-se entre os apoiantes da manifestação internacional deste sábado.
 

O SENTIMENTO GENUÍNO DOS PORTUGUESES, SEGUNDO O PRIMEIRO-MINISTRO

 


Vai e Vem – Estrela Serrano - ontem
 
O primeiro ministro e a sua maioria deram hoje sinais de forte incomodidade, chamamos-lhe assim, quanto à liberdade de expressão de personalidades que em declarações públicas defenderam novas eleições.
 
“Há um divórcio muito grande entre o que se vem dizendo no espaço público e aquele que é o sentimento genuíno dos portugueses”, afirmou Passos Coelho, acusando ”aqueles que estão mais impacientes, ou mais desesperados”, de confundirem os seus desejos pessoais com a vontade do país”. Diz o primeiro-ministro que “os portugueses não estão interessados em refregas políticas, estão interessados em vencer a crise “.
 
 
Imagina-se que com as vaias que o esperam onde quer que vá e com a segurança que o rodeia sempre que se desloca, o primeiro-ministro não tenha tido ultimamente oportunidade de auscultar “os portugueses” para poder saber qual é o seu “sentimento genuíno” e falar em nome deles. Ao contrário do que diz, ele, primeiro-ministro, é que confunde “os seus desejos pessoais com a vontade do país”.
 
Outro episódio a mostrar a intolerância da maioria governamental perante a manifestação de opiniões não consonantes foi a acusação davice-presidente do grupo parlamentar do PSD, Teresa Leal Coelho, ao provedor da Justiça, de não “dar garantias de imparcialidade” e de ter excedido manifestamente o seu estatuto” em virtude das declarações que este prestou hoje à Antena 1, na qual afirmou que “poderia haver um refrescamento da situação política se houvesse eleições legislativas antecipadas no mesmo dia das autárquicas.” O vice-presidente da bancada do CDS-PP, Hélder Amaral, reagiu no mesmo sentido, considerando que as declarações do provedor de Justiça não são «compatíveis» com um cargo que tem deveres de isenção consagrados na Constituição.
 
O PSD e o CDS querem o Provedor caladinho e dizem-lhe para se deixar de “protagonismos políticos”, isso é para eles e para os comentadores “amigos”. O provedor que se guarde, em vez de andar a dar entrevistas. Responda às cartas que lhe escrevem e remeta-se à sua condição de “ouvidor” de queixas.
 
Pelos vistos, segundo o primeiro-ministro e a sua maioria, o “sentimento genuíno” dos portugueses é empobrecerem e aguentarem calados.