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Saturday, October 19, 2013

CAVACO SILVA DEFENDE REGIME ANGOLANO COMO QUALQUER DITADOR

 


Os textos que se seguem são parte integrante do semanário angolano Folha 8 na sua última edição em 12 de outubro, que temos vindo a publicar na disponibilidade possível. A abordagem que visamos relaciona-se com as declarações de Cavaco Silva, ontem, chegadas a Portugal. Cavaco (junto com Passos Coelho) está na América Latina na Cimeira Ibero-Americana, que se realiza no Panamá. 
 
Foi evidente que aquele presidente da República Portuguesa encaixa perfeitamente na expressão “mais papista que o Papa” (mais ditador que o ditador) quando pretende proceder a uma lavagem do regime ditatorial angolano desde há mais de trinta anos, referindo simplesmente que Angola é um país democrático, que foi a eleições e tem orgãos legítimos manifestados pela vontade do povo angolano (TSF). Mas os mais de trinta anos de ditadura declarada, sem eleições presidenciais - e legislativas (menos anos) – nada contam para Cavaco. Nem a atualidade de democracia de faz-de-conta vigente em Angola (que Portugal vai procurando imitar).
 
Nem contam as muitíssimas dúvidas e incidentes ocorridos e referidos pela comunidade internacional observadora sobre o modo como decorreram as eleições presidenciais (por exemplo). E não contam também prisões de jornalistas, assassinatos de opositores, nem desaparecimentos, nem a repressão e violência policial-presidencial-governamental – para não lhe chamarmos terrorismo de estado. Nada conta para Cavaco sobre isso e muito mais que é adverso aos regimes democráticos. O que significa que Cavaco indicia que tem inveja de Eduardo dos Santos e do seu regime. Razão plausivel (e por cifrões sujos ou não) porque um PR de país europeu dito democrático defende regime angolano - mascarado de democracia - como qualquer ditador. Os angolanos (ou os portugueses) que se lixem. Quem nos dera que assim não acontecesse.
 
Seguem-se as “caixas” do Folha 8 com opiniões diversas sobre a “novela” Rui Machete em Angola e os seus armários a transbordar de esqueletos. (Redação PG – CT)
 
“PORTUGAL VAI PERDER COM ATITUDE DE SUBSERVIÊNCIA FACE AO PODER DE ANGOLA”
 
O professor de Economia na Univer­sidade Católica de Luanda e líder do Bloco Democrático Justino Pinto de Andrade disse que as declarações de Rui Machete deram “uma má ima­gem de Portugal” em Angola.
 
No quadro das relações entre Portu­gal e Angola, presente e futuro não podem ser encara­dos da mesma forma. Se, no presente, Portugal pode ga­nhar com uma cumplicidade com Angola, no futuro o mais certo é vir a “perder”. “As elites políticas” de Lisboa no relacionamento com o poder em Luanda passam a linha da cumplicidade para o campo da “subserviên­cia”. Para ele as declarações do ministro Rui Machete dão “uma má imagem” de Portugal em Angola. Algo que vem na sequência de comportamentos anteriores e que, ao contrário do que podem pensar os políticos portugueses, “não ajuda a fomentar as relações entre os dois países”.
 
A cumplicidade entre Portugal e Angola pode trazer “um maior fluxo” de comércio e investimentos, mas “só no curto prazo”, considerou o analista. “Se olhar para o futuro, Portugal vai perder muito. As autoridades an­golanas não respeitam quem se põe de joelhos. É uma forma muito negativa de relacionamento.” Esta posição “é muito má para a imagem de Portugal”, considerou ao Público Justino Pinto de Andrade. “As pessoas pensam que ficando de joelhos fomentam as relações entre os dois países”. “É o contrário.” As investigações abertas em Portugal são referentes a suspeitas de actos em território português, nota Justino Pinto de Andrade. A “promiscuidade entre a Justiça e a política” em Angola impede “o apuramento” das suspeitas de “actos ilícitos que envolvem entidades angolanas”, realça. “Se os actos ilícitos que envolvem as entidades angolanas em ter­ritório português fossem investigados, nós em Angola teríamos melhor forma de pressionar os políticos cor­ruptos”.
 
MACHETE RECUSOU RESPONDER SOBRE DIREITOS HUMANOS EM ANGOLA
 
A deputada do Bloco de Esquerda Helena Pinto considera que a situação do ministro de Estado e dos Ne­gócios Estrangeiros de Portugal, está “sem retorno e sem saída”, no caso da entrevista a RNA. “O problema reside nas funções que desempenha, um ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros não fala por si próprio nem faz interpretações pessoais e políticas quando fala aos microfones de uma estação estrangeira”, afirmou. Ainda durante a interpelação, a deputada de Esquerda, quis saber qual será a posição da diplo­macia portuguesa na próxima cimeira bilateral face às violações dos direitos humanos em Angola.
 
Após o silêncio de Machete em relação à posição que Portugal iria defender na próxima cimeira com Angola no que respeita aos direitos humanos, Hele­na Pinto voltou a questioná-lo sobre o assunto, por­que “todos sabemos o que é que se passa em Angola e não podemos fechar os olhos”, concluiu.
 
LAMENTÁVEL EXERCÍCIO DE SUBSERVIÊNCIA
 
O “pedido de desculpas” que o ministro dos Negócios Estrangeiros português efectuou à Rádio Nacional de Angola não foi um pedido de desculpas ao povo de Angola, ao contrário do que diz Rui Machete, mas um lamentável exercício de subserviência pe­rante a elite do MPLA que trata Angola como sua propriedade privada.
 
Diz o ministro que tal “pedido de desculpas” teve como objectivo contribuir para o “apaziguamento na relação entre os dois países”. Para justificar o injustificável in­ventou um problema inexistente. Não existe nenhum problema nas relações entre os dois países e muito menos entre os dois povos.
 
As declarações do ministro envergonham os portugueses. São um pedido de des­culpas, isso sim, por Portugal ser uma democracia onde é a Justiça, e não o Gover­no, que decide as investigações judiciais.
 
A economia portuguesa está a viver momentos complicados, muitos dos quais cria­dos ou agravados pelo atual Governo, mas nada permite (a começar pela dignida­de) que se estenda uma passadeira vermelha para qualquer tipo de investimento, incluindo o que tem a ver com branqueamento de dinheiro ou resulta da corrupção e pilhagem dos recursos de outros países.
 
João Semedo - dirigente do Bloco de Esquerda
 
Inserido em "caixas" no título “QUEIROZMATOZOIDE”DO DISCRIMINATÓRIO JORNAL DE ANGOLA DEFENDE MACHETE", em Folha 8 – edição 12 outubro 2013 – já publicado em Página Global
 

Wednesday, August 14, 2013

POLÍCIAS SUL-AFRICANOS ASSASSINOS DE MOÇAMBICANO JÁ ESTÃO EM LIBERDADE

 

POLÍCIA, JUIZ E JUSTIÇA CRIMINOSA
 
Acontece por todo o mundo e na África do Sul também. Os tribunais estão pejados de juízes e de esquemas que privilegiam o crime em detrimento da justiça e das vítimas. Existem juízes e colaboradores do chamado aparelho de Justiça que são verdadeiros criminosos, verdadeiros cúmplices de autores de assassinatos, de crimes económicos, etc., etc. Estamos perante mais um caso. Este ocorrido na África do Sul, como refere o texto que transcrevemos do Verdade (mz). Apesar dos polícias assassinos terem vitimado um cidadão moçambicano após terem-no detido por infração de trânsito, algemado à traseira da viatura policial, arrastado pelas ruas e causado a sua morte, um juiz cúmplice ordena que os assassinos aguardem julgamento em liberdade. Inadmissível. Só admissível em mentes criminosas como, decerto, a daquele juiz e dos que produziram a legislação cúmplice de crimes como o que correu mundo em vídeo. Um crime premeditado, mais que comprovado, mas que premeia os seus autores com a liberdade que em real justiça não merecem, nem há quantitativo monetário que corresponda à punição do crime. Além do mais devemos colocar a questão: quantos cidadãos sul-africanos já foram vítimas deses processos criminosos da polícia? Certamente que mais alguns ou muitos mais. Criminosos fardados ou de toga e paramentos associados à pseudo justiça é o que há mais. (Redação PG – CT)
 
Acusados pelo assassinato de Mido Macia aguardam julgamento em liberdade na África do Sul
 
Milton Maluleque – Verdade (mz)
 
Os nove agentes da polícia de Daveyton, acusados pelo assassinato do cidadão moçambicano Mido Macia foram colocados em liberdade nesta quarta-feira (14), por um Tribunal de Benoni, na África do Sul, mediante ao pagamento de caução, de cerca de 5 mil randes cada um. O julgamento só deverá acontecer daqui a três meses.
 
Os agentes da lei e ordem Meshack Malele, Thamsanqa Ncema, Percy Mnisi, Bongumusa Mdluli, Sipho Ngobeni, Lungisa Gwababa, Bongani Kolisi, Linda Sololo e Moteme Ramatlou, foram detidos em conexão com a morte de Macia no dia 26 de Fevereiro de 2013, em tribunal os polícias declararam-se inocentes. Os agentes alegam em sua defesa que Mido Macia havia resistido a detenção, o que culminou com o excesso de zelo por parte da polícia.
 
Na audiência desta quarta-feira, quando o tribunal aguardava pelas novas evidências em torno do caso, a única informação recebida foi a de existência de um endereço residencial alternativo de um dos acusados. Este foi o terceiro pedido de liberdade sob pagamento de caução dos réus, os dois anteriores haviam sido recusados pelo facto dos acusados poderem vir a interferir nas investigações, sobretudo com as testemunhas que são colegas de profissão.
 
José Nascimento, advogado da família Macia por indicação das autoridades moçambicanas para monitorar o caso, afirmou que o pai do finado não compareceu perante ao tribunal devido a falta de condições financeiras para a deslocação.
 
As condições da liberdade provisória ditam a não entrada dos acusados na Esquadra Policial de Daveyton e a não tentativa de contacto às testemunhas.
 
O julgamento deverá iniciar em Novembro próximo em Delmas, Joanesburgo.
 
Refira-se que Macia morreu nas mãos da polícia em Fevereiro último, após ter sido brutalmente algemado de costas e arrastado por um veículo policial, em plena luz do dia numa estrada do subúrbio de Daveyton, na região de Ekurhuleni, em East Rand.
 
Os resultados da autópsia revelaram que o moçambicano foi torturado, com ferimentos nos braços, nos pulsos, na língua e também na sua cabeça e que esses actos violentos terão causado a sua morte.
 

Friday, August 9, 2013

Portugal: PARASITAS REDOBRAM DESCARAMENTO COM SUBVENÇÕES VITALÍCIAS

 


O assalto dos políticos ao parasitismo com as denominadas subvenções vitalícias continua com o maior dos descaramentos, espoliando os portugueses em benefício de benesses que as suas máfias partidárias legislam na Assembleia da República a seu bel-prazer e usufruto ganancioso. Qualquer deles, dos partidos do arco do poder, ou deputados, garante para si muitas dezenas de milhares de euros anuais até à morte só porque ocuparam cargos governamentais, na Presidência da República ou como deputados, o que é inadmissivel, imoral, um roubo descarado, que muitos portugueses caracterisam como "escandalosa chulice”.
 
Veio agora a notícia – transcrita em baixo – sobre um “ajuste das referidas subvenções vitalícias dos políticos aos sacrificios dos portugueses”. O ministro Maduro anunciou com o maior dos desplantes. Como se tivessem decidido algo de transcendente, de decente. O descaramento destes parasitas é redobrado porque na realidade é totalmente descabido que os políticos assegurem para si pensões vitalícias e outras mordomias imorais e absolutamente indecentes à custa dos contribuintes portugueses e da miséria em que a maioria mal sobrevive. O que Maduro devia anunciar era a anulação de toda a espécie de subvenções e mordomias dos da sua casta política parasitária. Essa era a decência e o sinal de que ao menos por uma vez seriam razoáveis e honestos. Mas não, em vez disso vem com palavras manhosas falar de um “ajuste” que decerto será infimo e minimamente comportável nas escalas das suas ganâncias. O parasitarismo continua por parte destes políticos profissionais e similares que esbulham sistemáticamente a riqueza que os portugueses produzem com todas as dificuldades inerentes a um país entregue a máfias partidárias, corruptas da pior espécie.
 
O simples facto de estes individuos fazerem parte daquelas máfias partidárias é por si só uma vantagem enorme para os seus curriculos, fazerem parte de governos ou serem deputados também o é. A promiscuidade em que têm oportunidade de conviver com grandes grupos económicos é só por si vantajosa e não é raro saber-se que depois de sairem dos cargos governativos e partidários são recrutados por esses grandes grupos económicos com abastados vencimentos e prémios que chegam a milhões de euros. Além do mais os seus comparsas partidários têm quase sempre o cuidado de lhes garantir altos cargos em institutos do governo e similares. Como se diz: “ficam com o tacho garantido para o resto da vida”. Isso, por si só, é mais que uma “subvenção vitalícia”. Então qual é a moralidade desta “vitalícia” de que Maduro fala? Esbulho. Parasitarismo, roubo. (Redação PG – CT)
 
Governo vai ajustar subvenções vitalícias dos políticos aos sacrifícios dos portugueses
 
O ministro-adjunto e do Desenvolvimento Regional, Miguel Poiares Maduro, assegurou hoje que o Governo vai ajustar as subvenções vitalícias dos políticos "de forma equivalente" às dificuldades e aos sacrifícios que são pedidos a todos os portugueses.
 
De acordo com a edição de hoje do jornal Público, o Ministério das Finanças admite cortar nas subvenções dos políticos, estando previsto que o Orçamento do Estado para 2014 afete as subvenções pagas a cerca de 400 ex-titulares de cargos políticos, estando em cima da mesa uma redução superior a 10%.
 
Hoje, à margem da tomada de posse de Emídio Gomes enquanto presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N), Poiares Maduro foi questionado sobre as subvenções vitalícias dos políticos, tendo assegurado que "o Governo ajustará as subvenções vitalícias dos políticos de forma equivalente aos sofrimentos e às dificuldades e aos sacrifícios que são pedidos a todos os portugueses".
 
O ministro começou por notar que estas subvenções são apenas aplicáveis a pessoas que exerceram cargos políticos até 2005. (Lusa)
 

Portugal: GOVERNO HESITA EM CORTAR NAS REFORMAS DOS POLÍTICOS – com opinião PG

 


Margarida Bon de Sousa – Jornal i
 
Finanças não garantem que isso venha a acontecer. Mas o tema não é para discutir com os sindicatos
 
O secretário de Estado da Administração Pública esclareceu ontem que o diploma que faz convergir as pensões de reforma, sobrevivência e invalidez pagas pela Caixa Geral de Aposentação com as da Segurança Social não contempla as subvenções vitalícias pagas aos políticos. E que o tema “não é objecto de negociação sindical”. Mas as Finanças não avançam que vão cortar neste tipo de subsídios, que também são pagos pela Caixa Geral de Aposentações.

“Na verdade, tais subvenções não são pensões de aposentação, assumindo antes uma forma de compensação extraordinária pelo exercício de funções públicas (não relacionada com carreiras contributivas ou sequer inserida num qualquer regime contributivo)”, esclarece Hélder Rosalino em comunicado, acrescentado que “assim sendo, o tema das subvenções vitalícias será, necessariamente e caso se justifique, tratado em sede própria, que não a negocial sindical do Estatuto da Aposentação”.

Deste modo, o governo “não confirma a notícia que tem vindo a ser dada sobre as subvenções vitalícias, uma vez que se trata de um assunto que não cabe no âmbito de aplicação do diploma em causa e que será objecto da negociação a estabelecer com os sindicatos nas próximas semanas, o que não significa que o mesmo não venha, em sede adequada e no momento próprio, a ter de-senvolvimentos”.

O Relatório e Contas da CGA de 2012 refere que o número de políticos que estão a receber estas subvenções tem vindo a crescer a uma taxa média de 1,7% ao ano desde 2008, ou seja, um aumento de 10,4% em quatro anos. Estas subvenções aparecem com a designação de pensões no Relatório e Contas da CGA, tendo custado, o ano passado, 6,2 milhões de euros e prevendo-se que este ano se traduzam em 6,4 milhões de euros. Em 2011 escaparam aos cortes aplicados ao resto da função pública e só em 2012 foram reduzidas na percentagem das restantes pensões, depois de actualizadas por indexação às remunerações dos cargos políticos.

Tem direito à subvenção mensal vitalícia e ao subsídio de reintegração quem tenha sido deputado durante pelo menos 12 anos e estivesse no parlamento em 2005, quando o governo de José Sócrates acabou com este benefício. Em 2011 houve novamente uma alteração à sua atribuição: quem recebe a pensão vitalícia e ocupa um cargo público tem de optar por uma das duas remunerações, mas quem voltar para o privado ainda pode acumular, desde que o seu valor não seja superior a três IAS (1257 euros). Esta última limitação foi introduzida já pela maioria que apoia o governo para o Orçamento do ano passado.
 
É FARTAR VILANAGEM – opinião PG
 
Tem alguma razão o secretário de estado Rosalino quando lemos mais acima: “Na verdade, tais subvenções não são pensões de aposentação, assumindo antes uma forma de compensação extraordinária pelo exercício de funções públicas (não relacionada com carreiras contributivas ou sequer inserida num qualquer regime contributivo)”, esclarece Hélder Rosalino em comunicado, acrescentado que “assim sendo, o tema das subvenções vitalícias será, necessariamente e caso se justifique, tratado em sede própria, que não a negocial sindical do Estatuto da Aposentação”.
 
Na realidade os milhares de milhares que se transformam em muitos milhares de milhões ao fim de poucos anos é uma escanlalosa benesse a que com legitimidade ética podemos chamar um roubo perpetrado pelos parasitas políticos e outros que enxameiam o espectro das mafias portuguesas que alegam cumprir serviço público e que por isso se consideram no direito de roubar os portugueses com chorudas subvenções que se somam às vantagens dos pagamentos das negociatas recebidos dos lobies e pela corrupção. A raça putrefacta dos políticos do arco do poder considera legitimo toda a espécie de saque imoral que possa legislar em seu proveito. Afinal têm a faca e o queijo na mão: para eles o parasitarismo, o roubo, é legal porque assim decretam. As mafias revelam-se descaradas e já nada as será capaz de parar. A não ser o povo… um dia. Dia que se deseja ocorra em breve.
 
É fartar vilanagem, enquanto conseguirem! (Redação PG – CT)
 

Sunday, August 4, 2013

Portugal: Santos Pereira entala maioria com submarinos (e o milhão “mistério” do CDS?)

 

Pedro d'Anunciação – Sol, opinião
 
Álvaro Santos Pereira, pouco antes de ser demitido de super-ministro da Economia sem explicações nem atenções (deixou outra manifestação de desagrado, ao não comparecer na posse do Governo remodelado, onde apareceram os seus sucessores), chumbou o negócio dos submarinos, por evidente e contrária aos contratos falta de cumprimento das contrapartidas.
 
Já se sabia há muito que as contrapartidas não tinham sido cumpridas, e que portanto o negócio deveria ser rejeitado. Como se sabia que a empresa alemã vendedora dos submarinos andou por cá a corromper altos responsáveis: porque, por suprema ironia da nossa Justiça e dos nossos responsáveis políticos, embora nenhum corrupto deste caso tivesse sido condenado cá, já o foram corruptores na Alemanha.
 
De modo que a escolha do momento para a decisão pode revelar muito do carácter do ex-ministro Álvaro. Mas lá que entalou o governo remodelado, lá isso entalou. Agora veremos o que fazem o ministro da Defesa (que já veio dizer pensar que secundaria o chumbo do negócio), mais o novo ministro da Economia (Pires de Lima, do CDS e amigo de Portas, o responsável pelo fatídico negócio), ou o próprio vice-primeiro-ministro (que era da Defesa, quando fez o famigerado negócio, que ainda por cima tanto sobrecarregou os contribuintes portugueses agora chamados a todos os sacrifícios, e é agora o responsável do Governo por toda a área económica). Mas nem me admiraria que o próprio Portas, com ar grave e solene, viesse também concordar com o chumbo. Pior seria não o fazer.
 
E o milhão “mistério” em vários depósitos do CDS? – opinião PG
 
Paulo Portas e o Caso dos Submarinos tem sido uma novela inacabada que nem mesmo depois de tanto tempo pende para ser solucionada pela justiça portuguesa. Como quase sempre acontece tudo fica “em águas de bacalhau”, execrávelmente impune. O mesmo é dizer que a culpa morre solteira e que apesar da opacidade dos casos os eventuais criminosos corruptos são promovidos nos moldes das práticas mafiosas e até podem ser promovidos a PMs ou próximos. Há um milhão de luvas que andou à solta, segundo correu na comunicação social. Por coincidência tempos depois o CDS fez em poucos dias depósitos parciais, em vários bancos, que somaram pouco mais de um milhão. Pode ser o "tal" milhão e pode não ser? Um milhão “mistério” que foi justificado como sendo donativos de várias pessoas e entidades ao CDS. Aparentemente a justiça disse estar a investigar… Foi há um ano. Ainda continua a investigar? Não há crime? Não é o milhão de luvas que correu em manchetes dos jornais? Quem foram os bondosos abastados que doaram ao CDS aquele milhão? Os portugueses não têm de saber as razões de tanta opacidade por parte dos que afirmaram estar a investigar? Portugal tem de continuar a ser o esgoto impune por onde escorrem os dejectos nauseabundos e criminosos de personagens da elite política e outras instaladas nos poderes, incluindo na justiça? Sim, porque a voz popular já nem sussurra mas diz bem alto que corruptos são quase todos os das elites - e isso também é mau para a democracia. Sobre a justiça e outros basta ver as opiniões em sondagens onde o descrédito está bem expresso. (Redação PG – CT)
 

Corrupção na Europa: MAUS NEGÓCIOS PARA A DEMOCRACIA (e em Portugal?)

 


Le Monde, Paris – Presseurop – imagem  Martirena
 
No dia em que o italiano Silvio Berlusconi foi condenado por fraude fiscal, o espanhol Mariano Rajoy respondeu perante o Parlamento pelas suspeitas de prémios ilegais. Esta coincidência realça até que ponto os “casos” atormentam a vida política do continente. Correndo o risco de destruir a confiança na democracia.
 
 
Infelizmente, são cenas que fazem quase sempre parte do dia-a-dia da vida política na Europa. Dirigentes, por vezes altos funcionários do Estado, são postos em causa por corrupção, falta de ética ou financiamento ilegal do seu partido. A menos de dez meses para as eleições europeias, que decorrerão no dia 25 de maio de 2014 em França, na Itália e em Espanha, estes factos alimentam a desconfiança da opinião pública relativamente aos políticos e comprometem a democracia.
 
Na Itália, Silvio Berlusconi viu o Tribunal de segunda instância confirmar de forma definitiva, na quinta-feira, dia 1 de agosto, a sua condenação a uma pena de quatro anos de prisão por fraude fiscal. Graças a uma amnistia aprovada em 2006, Il Cavaliere, que foi três vezes primeiro-ministro, conseguiu reduzir a sua pena para um ano e a sua idade avançada, 76 anos, permitiu-lhe não acabar atrás das grades. Mas os factos que lhe são imputados realçam de que forma o sistema político italiano está corrompido e sem fôlego.
 
Em Espanha, onde a monarquia foi minada por escândalos, o chefe do Governo teve, na quinta-feira do dia 1 de agosto, perante os deputados, de realizar uma humilhante confissão. Sem qualquer credibilidade, Mariano Rajoy negou por completo as acusações do antigo tesoureiro do seu partido, Luis Bárcenas, detido desde o final de junho por fraude fiscal, sobre o alegado financiamento irregular do Partido Popular. Rajoy, que admitiu apenas um erro, o de ter confiado em Barcera, procurou “travar a erosão da imagem da Espanha”. A oposição socialista exigiu a sua demissão. Mas nunca mais conseguiu reconstruir-se depois do seu fracasso eleitoral de novembro de 2011, que provocou a queda do partido de José Luis Rodriguez Zapatero.
 
Ouro sobre azul para os populistas
 
A França não dispõe, infelizmente, de uma melhor imagem uma vez que, neste caso também, tem de lidar diariamente com casos, que variam em género e em grau, que afetam os partidos da direita e da esquerda. Um ministro da República, Jérôme Cahuzac, mentiu durante meses ao Presidente da República e à opinião pública sobre a existência de uma conta na Suíça. A sua confissão após a sua demissão causou um verdadeiro terramoto político. O Conselho Constitucional chumbou as contas de campanha do antigo Presidente da República, Nicolas Sarkozy, por não cumprir as normas que deveria supostamente promover. Os casos multiplicam-se, à direita, atingindo a galáxia Sarkozy, e à esquerda onde respeitados socialistas são acusados de corrupção. Estes factos aumentaram a desconfiança da opinião pública, cada vez mais instruída com as investigações levadas a cabo, favorecendo a Frente Nacional.
 
Numa Europa em crise, onde o pessimismo ganha cada vez mais terreno, a Itália, a Espanha e a França, sem mencionar os casos da Roméniae da Bulgária, transmitem uma terrível imagem dessas democracias.
 
Em maio, uma investigação do Ipsos para o Publicis, envolvendo 6198 europeus, revelou valores alarmantes. No que diz respeito à questão de saber quem propõe soluções construtivas face à crise, apenas 21% citou o Governo em França, 19% em Espanha, 15% na Itália contra 45% na Alemanha. Se este clima político continuar a deteriorar-se, os populistas tirarão muito provavelmente partido disso em maio de 2014.
 
E em Portugal como vai a corrupção? – opinião Página Global
 
Em Portugal a corrupção vai em alta, vai bem e nem precisa de ser recomendada… aos corruptos porque já se tornou um vício em crescendo. Agora são os swaps, impunes. A mafia BPN - com histórias tristes e tentáculos de Belém a São Bento - prossegue incólome e com o maior dos descaramentos, nomeando governantes, gozando de impunidade, declarando que o que se prova estranho e imoral (corrupto) está protegido pelo legalismo oferecido pelo legislador. Legislador que na Assembleia da República representa interesse avessos à democracia, à justiça, em prol de comprovados agentes de interesses dúbios e/ou alavancas de corporações mafiosas absolutamente "legais". A esses agentes chamam-lhes deputados. Podem chamar-lhes isso mas facto é que não representam os intereses dos que neles votaram, para mal e descrédito da democracia. E assim vai Portugal. Bem na corrupção e em alta. (Redação PG – CT)
 
Leia mais em Presseurop
 

FASCISMO COM “NOVAS ROUPAGENS” ESTÁ A INSTALAR-SE NA EUROPA E NOS EUA

 


Chamam-lhe neoliberalismo mas tal definição não passa de um eufemismo. Certo é que o fascismo está a instalar-se na Europa com “novas roupagens” e com a subtileza que convém aos seus idealistas da alta finança e servis promotores instalados nos governos e outros poderes das elites. Sob vários formatos o fascismo avança com especial incidência – diriamos que descaradamente – nos EUA e na Europa.
 
Os governos e países do resto mundo acompanham a vaga de atropelos aos direitos dos cidadãos outorgados na carta das Nações Unidos. A ONU não é mais nem menos, mas exatamente, a maior cúmplice destas “novas roupagens” do fascismo. Neoliberalismo? Chamem-lhe o que quiserem. É o fascismo puro e duro que se está a instalar pelo mundo. (Redação PG – CT)
 
Inglaterra: governo amplia “caça” aos imigrantes
 
Antonio Martins - Outras Palavras – em Blog da Redação
 
Suspeitos são detidos e têm fotos divulgadas, para provocar temor. Parte da população começa a reagir, nas redes sociais
 
O home office (espécie de ministério do Interior) do governo inglês levou aina mais adiante as práticas de discriminação anti-imigrantes, já relatadas por Outras Palavras em 30/7 (post a seguir). Desde quarta-feira, as detenções de estrangeiros suspeitos de não terem documentos passaram a ser fotografadas e divulgadas amplamente pela polícia (inclusive nas redes sociais…). Só nesta quinta-feira, orgulha-se o home-office, 139 pessoas foram presas. O objetivo é aterrorizar os imigrantes considerados “ilegais”. Ao mesmo tempo, circulam em Londres e arredores out-doors sobre rodas, que incitam a população a denunciar não-britânicos indocumentados em sua vizinhança.
 
Felizmente, cresceu, entre setores da população, a resistência a tal tipo de barbárie. A edição de hoje do Guardian relata uma batalha no Twitter, entre os partidários do preconceito e os que defendem posturas humanistas. Um jornalista do Daily Mirror sugeriu a seus leitores: “Se todos denunciarmos o @ukhomeofficecomo spam, não poderão nos deportar. FAÇAM ISSO. Pelo menos, acho que não poderão nos deportar. Certamente tentarão. Especialmente, se você for meio escurinho”…
 
 
 
 
Os britânicos agora caçam… imigrantes!
 
Antonio Martins – Outras Palavras – em Blog da Redação
 
Começa em Londres campanha publicitária estatal para estimular população a denunciar estrangeiros sem documentos
 
Numa Europa cada vez mais contaminada por ideias xenofóbicas, até o proverbial humor britânico parece, às vezes, atirado à lata do lixo, quando entram em cena as relações com estrangeiros. Há alguns dias, seis municípios da zona metropolitana de Londres passaram a promover, em caráter de “teste” uma campanha publicitária que visa espalhar terror entre imigrantes sem documentos. Consiste em fazer circular, pela cidade, out-doors móveis com os seguintes dizeres: “[Está] no Reino Unido ilegalmente? Volte para casa, ou se arrisque à prisão”. Para tornar a mensagem mais realista, informa-se aos não-britânicos o telefone que devem acionar, caso tenham interesse em ser repatriados “voluntariamente”; e anuncia-se, bairro por bairro, o número de “clandestinos” presos pela polícia, até o momento.
 
Por sua extrema virulência, a campanha gerou crise na própria coalizão de direita que governa o país. O ministro de Negócios, Vince Cable, do Partido Liberal, que posa de pró-imigração, condenou a iniciativa, qualificando-a como “estúpida e ofensiva”. Horas depois, no entanto, o porta-voz do primeiro-ministro David Cameron (do Partido Conservador) foi a público para ressaltar os “aspectos positivos” da ação de terror. Disse que “está funcionando” e pode ser estendida a outras regiões do país. Ainda mais grotesco: o Partido Independentista da Grã-Bretanha, de extrema-direita, condenou a ofensiva. Qualificou-a como um “roubo eleitoreiro”, alegando que os conservadores usam dinheiro público para posar de defensores de uma atitude xenofóbica nascida, originalmente, entre os próprios “independentistas”…
 
Leia mais em Outras Palavras
 
Fotos em Outras Palavras
 

Monday, July 15, 2013

Portugal: A SURPRESA DOS PARTIDOS… SURPREENDEU BELÉM – com opinião Página Global



Paulo Tavares - TSF

Ao que a TSF apurou, a Presidência da República não entende porque é que PSD, PS e CDS reagiram com espanto à comunicação ao país de Cavaco Silva, na semana passada.

No Palácio de Belém, quem acompanhou de perto as audiências que o Presidente da República manteve com os principais partidos, na terça-feira da semana passada, ficou surpreendido com o tom das reações partidárias à solução anunciada por Cavaco Silva.

Ao que a TSF sabe, durante essas conversas, o Presidente não afirmou preto no branco o que iria fazer, mas deu sinais fortes do que realmente pretendia - um entendimento alargado entre os três principais partidos, um compromisso de salvação nacional.

Em Belém, ainda é considerado prematuro falar de cenários pós-negociação, e a frase do Presidente «sem a existência desse acordo, será possível encontrar naturalmente outras soluções no quadro do nosso sistema juridico constitucional», é encarada apenas como uma porta aberta a diversos cenários. Saídas de emergência que a Presidência da República espera não precisar.

Ao que a TSF sabe, o Presidente está optimista no sucesso das negociações que começaram ontem e tem confiança num entendimento entre PSD, PS e CDS.

O GÉNIO DA BANALIDADE – opinião PG

Na realidade Cavaco Silva e os que com ele em Belém cozinham a grande mostra das suas incapacidades como PR fazem jus à justificação cada vez mais acentuada sobre a péssima opinião dos portugueses relativamente ao PR, considerando o pior PR de sempre no Portugal da democracia. Daquilo que Cavaco disse na comunicação ao país os portugueses ficaram completamente a zeros porque aquela comunicação tem falhas a quase todos os níveis. Foi uma confusa e péssima comunicação, repleta de incógnitas, de ses, de omissões, de nebulosas, dignas do Génio da Banalidade que preenche Cavaco Silva.

Porém, Cavaco, Belém, em vez de clarificar tudo que não se entendeu (talvez porque não era para entender e deixar-nos no limbo) da confusa comunicação diz-se surpreendido por os partidos não entenderem o que propõe para a saída rápida desta crise, gerando mais confusão e instabilidade em nome da salvação dos seus interesses mesquinhos, dos interesses da sociedade injusta que ideologicamente defende. Belém surpreende-se por os partidos não entenderem? E não se surpreende por os portugueses não entenderem a confusão que está a somar à confusão já existente? O mesquinho e vingativo PR é mesmo um Génio da Banalidade… perigoso para a democracia. (CT-PG)

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Wednesday, July 10, 2013

Portugal: O MANHOSO CAVACO FALA AO PAÍS HOJE ÀS 20 HORAS – com opinião PG




Os tabus de Cavaco contagiaram os jornalistas. Todos sabemos que Cavaco já tomou há dias a sua decisão de manter este seu governo Arraza Portugal mas os jornalistas, maioritariamente, alinham no tabú de Cavaco, alinham no faz-de-conta de que Cavaco ainda nada decidiu.

A jornalista da TSF, surpreendentemente, até diz que “A TSF sabe que Cavaco Silva ainda não tem neste momento fechada uma decisão sobre a proposta que lhe foi apresentada por Pedro Passos Coelho na sexta-feira. A decisão final só vai ser tomada depois de ouvir Arménio Carlos, da CGTP e Carlos Silva, da UGT.” Desde quando é que a opinião da CGTP ou da UGT contam? Nem que ambas as organizações trabalhistas estivessem de acordo e exigissem eleições Cavaco decidiria o que já decidiu quando deu posse ao seu governo com Passos e Portas. A direita ressabiada e salazarista tem no seu representante Cavaco um fiel depositário da sua ideologia, pelo que jamais decidiria fazer funcionar os mecanismos democráticos que restituem a palavra aos eleitores e convocar eleições já. E não o faria por saber que ele e o seu governo seriam banidos da cena política devido aos seus péssimos desempenhos e adulterações da democracia. Os jornalistas sabem isso tão bem ou melhor que os cidadãos comuns mas estão a alinhar pelo mesmo diapasão. Estão a alinhar na palhaçada de Cavaco de fazer arrastar no tempo a atual situação fazendo de conta que ainda nada decidiu e que está a ouvir “as forças vivas da nação” para se decidir. Balelas.

Cavaco pode enganar alguns por algum tempo mas não engana por todo o tempo todos os portugueses. Aliás, a Alemanha, a UE e os Mercados já decidiram que este péssimo governo (bom para eles) continua, o que demonstra ser explícito que a decisão está tomada. É isso que Cavaco vai dizer hoje às 20 horas, que dá mais uma oportunidade ao seu governo em nome da estabilidade. Estabilidade? Que estabilidade? A estabilidade de um PR recear eleições por defesa dos seus apaniguados? Cavaco vai falar… Preparem-se para as balelas do pior PR que alguma vez esteve a ocupar Belém e a representar a República Portuguesa.

Ficam as notícias mais em baixo com bom e mau à mistura. A manipulação no seu auge com esta palhaçada toda que Gaspar e Portas despoletaram. Andam longe os tempos áureos da TSF. Logo, às 20 horas, Portugal vai assistir a mais uma palhaçada de um manhoso a ocupar Belém com um desempenho circense inaudito e do piorio. (CT-PG)

Presidente da República fala ao país às 20:00

Publicado hoje às 07:01 - TSF

Durante o dia, Cavaco Silva vai ouvir os líderes sindicais da CGTP e da UGT e só depois vai anunciar a decisão final sobre a proposta apresentada pelo primeiro-ministro na sexta-feira.

Vai ser um dia de profunda reflexão sobre o futuro do país para o Presidente da República.

A TSF sabe que Cavaco Silva ainda não tem neste momento fechada uma decisão sobre a proposta que lhe foi apresentada por Pedro Passos Coelho na sexta-feira. A decisão final só vai ser tomada depois de ouvir Arménio Carlos, da CGTP e Carlos Silva, da UGT.

Aliás, um Governo com capacidade para conseguir consensos alargados com os parceiros sociais é uma das condições que o Presidente da República considera essenciais para o país, conforme disse na semana passada.

Cavaco acrescentou mais algumas variáveis: estabilidade política e compromissos entre os partidos sobre as reformas estruturais.

Para além disso, há ainda outros elementos que para o Presidente são obrigatórios: a estabilidade do sistema financeiro e o crescimento potencial da economia.

Bárbara Baldaia

Tuesday, July 9, 2013

Portugal: O PROGRAMA CAUTELAR – com opinião PG





Onde é que eu já vi este filme. Para muitos um segundo resgate já era inevitável o que inevitavelmente iria trazer mais austeridade mas também a queda deste governo. O enredo é sempre o mesmo. Começámos por justificar fazer sacrifícios e estar sob a pata da Troika com soberania limitada  por estarmos sob um resgate. Afinal parece que um segundo resgate seria necessário e a pata da Troika, a austeridade e a perda de soberania continuariam, mas vindo do nada o segundo resgate transforma-se em Programa Cautelar. Ai que suspiro de alivio que se ouve quando nos vêm dizer que é outra coisa diferente. O que ainda não dizem é que seja resgate ou programa cautelar o que se vai manter é austeridade, pata dos mercados e perda de soberania. Na realidade é a mesma coisa com outro nome e assim salva-se o governo de eleições e engana-se o pagode. 

O SEGUNDO RESGATE E OS GOLPISTAS – opinião PG

Torna-se irresistível não acrescentar mais opinião à que suplementa a fotomontagem do We Have Kaos in the Garden. No texto acima está tudo claro, apesar de muito sucintamente. Mas é o suficiente para qualquer português entender o significado do denominado Programa Cautelar-Segundo Resgate-Mais Austeridade Desbragada-Mais Roubo. Mais privilégios somente reservados à banca, a banqueiros amigos de Cavaco, de Passos e até de Portas. E a grandes empresários da mesma clique. Fora aquilo que é roubado aos portugueses por especuladores internacionais.

Os portugueses devem começar a pensar melhor e a somarem dois mais dois. Afinal não é só Cavaco, os do governo Arrasa Portugal e seus cúmplices que sabem fazer contas e que sabem admitir o golpe devidamente pensado e pesado que calculadamente Cavaco, Gaspar, Passos, Portas, Durão Barroso e outros parece terem arquitetado com a invenção desta chamada crise no governo. Ela foi premeditada com o objetivo de aterrorizarem os portugueses com blufes e chantagens para manterem esta governança terrorista e conseguirem impor mais roubos, mais austeridade. Tudo foi devidamente pensado em Portugal e na UE, talvez que principalmente na Alemanha. Portugal e a maioria dos países europeus já são colónias alemãs. Não acontece por acaso o governo alemão e os terroristas da UE pronunciarem-se sobre o facto consumado da boa remodelação do governo com este acordo PSD-CDS. Facilitando a vida a Cavaco Silva, que certamente irá justificar aos portugueses porque decide continuar a apoiar (ser mentor) o seu governo (este). É que “até na UE aceitam e estão satisfeitos” – dirá. 

Isto foi um golpe muito sujo (algo aconteceu mal e escapou mas foi logo corrigido), os portugueses já nem no presidente da República podem confiar (os que alguma vez nele confiaram). Aliás, quase nenhum destes adeptos do terrorismo que está a submeter Portugal e os portugueses à perda de dignidade e soberania é de fiar. São autênticos Miguel de Vasconcelos, agentes da Traição a que vimos assistindo. Terríveis e maquiavélicos golpistas. (PG-CT)

Friday, June 28, 2013

Cabo Verde: LANCHA VOADORA LEVA PAULO PEREIRA À PRISÃO POR 22 ANOS




Paulo Pereira condenado a 22 anos de prisão

A Semana (cv) 28 Junho 2013

O arguido Paulo Pereira, considerado o arquitecto do processo "Lancha Voadora", foi condenado a 22 anos de cadeia. Ernestina vai cumprir uma pena de 13 anos e Ivone de 11. Já Veríssimo Pinto tem de cumprir nove anos e seis meses de prisão. A Editur e José Teixeira foram absolvidos de todos os crimes.

Em relação aos restantes arguidos, Carlos Gil foi condenado a 17 anos de prisão, Quirino 15, Luís Ortet e António Semedo a 12 anos de reclusão.

Jacinto Mariano vai cumprir uma pena de nove anos e Veríssimo Pinto nove anos e seis meses. Os arguidos José Teixeira e José Alexandre Oliveira foram absolvidos dos crimes de lavagem de capitais. Também as empresas Autocenter e Imopraia foram ilibados do mesmo crimes.

A Imopraia foi ainda absolvida do crime de tráfico de drogas e fraude fiscal. O mesmo veredicto teve o colectivo de juízes em relação a empresa Tecnolage. Os arguidos Sandro, Nerina e Wilson foram absolvidos do crime de falsidade ideológica.

O arguido Djoy também foi absolvido de todos os crimes.

Arguidos são detentores de contas bancárias avultadas

A Semana (cv) 28 Junho 2013

O Juiz Sebastião de Pina, que preside ao colectivo deste mega-processo, dá como provada a existência de contas bancárias avultadas em nome dos principais arguidos Paulo, Quirino Naiss, Ernestina e Ivone.

Logo que efectuou a parte mais visível da operação Lancha Voadora, no passado dia 8 de Outubro, e que resultou na detenção dos três alegados cabecilhas do grupo, várias contas bancárias, inclusive de empresas, foram congeladas nos diversos bancos comerciais que operam no país.

Neste momento, o Magistrado discorre sobre o histórico criminal de Paulo Ivone Pereira, Ernestina “Nichinha” Pereira, Ivone de Pina Semedo e Quirino Manuel “Naiss” dos Santos, na Holanda. Estima-se que só Paulo Pereira tenha bens que totalizam mais de 370 milhões de escudos.

De recordar que as autoridades holandesas confirmaram às suas congéneres cabo-verdianas o envolvimento desses indivíduos referenciados em actividades criminosas nas terras de Juliana. Com base nessas informações, a PJ direccionou as suas investigações.

“Foi importante conhecer a vida desses indivíduos, embora a PJ já desconfiasse que poderiam estar envolvidos com tráfico de droga. Com as informações recolhidas ao longo de meses, foi possível acompanhar toda a sua movimentação”, afirmava na altura fonte desta polícia ao A Semana.

Thursday, June 27, 2013

JORNALISTAS DA LUSA FIZERAM GREVE.... FIZERAM? OS JORNALISTAS?




Carlos Tadeu

Em Portugal esteve vigente uma greve geral que não foi geral. Porque não foi geral não se diga que só Deus sabe porque o Diabo também saberá. Aliás, qualquer mortal ou entidade sobrenatural sabe que Portugal está repleto de escolhos de cobardes em ambos os géneros (masculinos e femininos). Até os miseráveis na penúria parece que só sabem olhar para o seu umbigo. Os sem-abrigo já ficam felizes desde que o seu canto debaixo daquela arcada não seja ocupado por outro da mesma condição. 

Portugal é um país de iletrados mas com "cursos superiores", que até podem ser doutores. Curiosamente, com raridade mexeram ou mexem num livro. Nem conhecem Eça, nem Camões, nem Aquilino Ribeiro, nem Miguel Torga, nem os muitos de agora como Saramago ou Lobo Antunes, e outros, e muitos, e muitos outros. Manuel de Oliveira, realizador que faz obra de arte no cinema como ninguém, é um "chato". Antonin Artaud e os "Escuta Zé Ninguém" é completamente desconhecido. O "Tira a Mãe da Boca", de João Sousa Monteiro deve dar origem a uma exclamação do estilo "Qué qué isso meu"! Vai um fumo?" E idem, e idem por outros autores bem mais "complicados" ou menos "fáceis". E andámos nós no Peace and Love e no San Francisco com o Scott Makenzie... E fumámos, e fomos (ou não) para a Guerra Colonial a saber a porcaria que era o regime salazarista. Agora estes imberbes que nunca mais crescem não sabem o que é o regime cavaquista. E fumam, e injetam-se até, e deixam-se levar... sempre a olhar para o seu umbigo. Quais flowers? Não há flowers para ninguém. Nem peace and love. Nada. Só puro egoísmo. Só dependência dos papás, dos andares comprados sem garantia de os poderem pagar, só carrões XPTO (que é melhor que o do vizinho do lado). 

Deixem-me que lhes diga: valem uma merda (my opinion) enquanto não souberem cair na real. Não existe universidade nem diploma que nos ensine a ser pessoa. Garante quem conheceu bastantes analfabetos mas... pessoas. Daquelas que acordavam com os galos e se deitavam com as galinhas. E no dia seguinte "cá vai disto", como nos Esteiros de Soeiro Pereira Gomes. O povo, o povo era esse. Onde anda o povo?

Parece que o povo nas cidades, caso de Lisboa e do Porto, permitiu que os tirassem das barracas (parecia mal) e os enfiassem novamente em barracas... de pedra e cal. Nos guetos que existem pelas grandes cidades desta metrópole lusófona que vai do Minho ao Algarve. E agora como antes faz de escravos, brancos, pretos, amarelos, mulatos, azuis (se houvesse) e tutti-fruti. Até Cavaco, principalmente Cavaco Silva, alinha e implementa esse regime. Já o fez (tentou?) em primeiro-ministro (1985/95) e está a reger a "orquestra" agora. É suficientemente hipócrita e enganoso para se fazer passar por um democrata, mas ali há putisse. É manhoso. Esquece-se ele que até é mouro - segundo a teoria de Pinto da Costa (FCP). E é. E não é. E até talvez seja judeu. Cristão Novo. Silva. Recorde-se. Para não caírem na fogueira (os judeus, as vítimas da inquisição) renderam-se ao cristianismo ditatorial e desumano optando por nomes como silvas, figueiras, oliveiras, etc. etc.. Cavaco Silva, o tal do regime cavaquista. Um cristão-novo. Um sacana velho - não na idade mas nas práticas. Provavelmente até já nasceu sacana, egoísta, narcisista. Uma coisa horrível que só não será um odioso e hediondo ditador porque Portugal não irá autorizar em pleno. Conte-se ao menos que Portugal dos portugueses, não o dos cobardes, dos que olham para o lado ao verem a mendicidade provocada pelo cavaquismo, não irão autorizar o prolongamento do cavaquismo que nos está a destruir. Agora como antes, quando ele foi primeiro-ministro. Parece que muitos se esqueceram da fome que grassou por Portugal quando Cavaco foi PM. Em Setúbal a tal ponto que o bispo se insurgiu e com isso ganhou a alcunha do Bispo Vermelho. Claro, só podia... para Cavaco. Coincidência. Agora voltou a fome. O cavaquismo é fome. Como era o salazarismo. Ou não?

Divagações. O escrito acima são só divagações. É um sacana de merda, o gajo. Mas... olha o nosso umbigozinho. Bem. Não exatamente assim. Estranhamente - porque estão a ver e a sentir as vidas a andar para trás - os jornalistas da Agência Lusa (como outros de outras profissões) hoje fizeram greve (por eles). Os jornalistas? Mas quem diria. Imaginem. E agora até que eles já são dótores e tudo. Os decanos Baptista-Bastos e outros... Ops. Não eram nem se sentiam dótores. Nem dótores nem doutores. Mas foram, são, grandes jornalistas. E pessoas que não olhavam para o umbigo. Pessoas que corriam riscos e procuravam (por vezes conseguiam) fintar a Censura, a PIDE... Como o BB houve muitos outros. Norberto Lopes, p.ex. "Ratos" do contra o salazarismo. 

Agora temos as lesmas do cavaquismo que só fizeram greve porque sabem que os seus postos de trabalho estão ameaçados e que uns quantos (provavelmente muitos) vão ter de se dedicar "à pesca". Porque acordam tarde? Porque têm colaborado com este regime que sincopadamente vai destruindo a democracia, a liberdade, os direitos? Um regime que oferece uns amendoins aos jornalistas, como a outros dótores... e avança nos seus propósitos. Acordem. Ainda estão a tempo. A greve não vos vai resolver nada se não mudarem de atitude pessoal e profissional, se não deixarem de ser escribas ao serviço do regime vigente. Quase tal e qual como os escribas dos faraós do antigo egipto. Na pirâmide social estavam próximo do topo mas nem por isso deixavam de ser escravos. Como foi comprovado. Acordem... ou deixem-se ir...

E a greve em Portugal nem chegou aos outros orgãos de comunicação social... Chegou? Pois. Dótores não fazem greve. Será que o Miguel Relvas fez greve? Então, dótor!? Como se diz?... Quem não quer ser lobo não lhe veste a pele. É, não é?